sexta-feira, abril 14, 2006

Última Instância
Comissão vota proibição da venda de armas de brinquedo
http://ultimainstancia.uol.com.br/noticia/26918.shtml

Luiz Carlos Siqueira Campos (Professor) - CURITIBA, PR - 12/04/2006 - 14:42

Quando uma questão séria descamba para o ridículo é-se obrigado a procurar outro gênero de argumentos. Apelar para evidências mais fundamentais, mesmo com o risco de incompreensão...O debate sobre a necessidade vital da plena liberdade no exercício do direito de auto-defesa, no plano da argumentação pragmática, praticamente já se esgotou . Quem, diante do atual quadro brasileiro, continua aferrado a seus preconceitos anti-armas, a meu ver, nega a evidência mais palmar...é um fanático incurável ! Não percamos tempo com ele. Seu caso é outro...Gostaria de apresentar argumentos de ordem histórico-psicológica, que, como tais, podem ser sentidos de maneira diversa. Mas, admitamos a existência de um substrato comum à Humanidade, em todos os tempos e lugares, pelo menos nas civilizações que não se afastaram tanto da Natureza como a nossa. Uma idéia do que seja um homem e uma mulher ideais. Ou seja, como ela está neste patrimônio recebido de nossos ancestrais, nosso inconsciente.
Na Familia, “célula-tronco” com a qual é constituído o tecido social em qualquer civilização digna deste nome, o papel de ambos fica claro, definido por suas aptidões orgânicas: à mulher incumbe a multiplicação da raça humana, com a geração, a alimentação e os cuidados da prole, sobretudo em sua fase mais sensível e vulnerável. Ao homem, ao pai, cabe prover a mãe de todo o necessário para isto. Alimentação, abrigo das intempéries, abrigo dos predadores...
Já no Gênesis, vemos que, pela sua própria origem, a diversidade destas naturezas ficou bem definida : Adão foi criado a partir do barro, e fora do Paraíso. Eva, de matéria mais nobre, do próprio corpo de seu marido... já então no jardim do Éden. Daí o ter a virilidade como característica a rudeza, a aptidão para lutar contra as vicissitudes da manutenção da vida em um meio hostil, contra os predadores, racionais ou irracionais.

O perfil guerreiro do patriarca nas sociedades orgânicas se conservou, se refinou, com o progresso da civilização. No universo da varonilidade, as funções se especializaram, com a delegação de prerrogativas inerentes à direção da sociedade familiar a organismos sociais mais vastos, constituindo corpos armados, provisória ou permanentemente. Mas o porte de armas sempre foi sinal distintivo da dignidade do chefe da família, origem e fim da organização social. O progresso tecnológico tornará o varão patriarcal e guerreiro uma reminiscência histórica, simpática mas meramente folclórica ?...Desaparecerá a plenitude da virilidade no mundo moderno, ficando reduzida meramente ao âmbito emoliente das alcovas ? Chassez le naturel, il reviendra au galop ! Expulsai a natureza, ela voltará a galope...Sim, e com um decreto inexorável, emanado da lei da seleção: Vae victis ! Ai dos vencidos, como se dizia na Roma pagã. Que Nossa Senhora nos ajude a não estar entre eles, neste mundo que cai...

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